quinta-feira, 23 de abril de 2015

Ser universitária não é fácil

      Ser universitária não é fácil. Não para quem leva a sério! Em dois anos de faculdade aprendi muita coisa... Aprendi em primeiro lugar que dois anos parecem uma década! Aprendi que tudo no início parece ser tudo fácil. Você se dá bem com todos na sala porque simplesmente ainda não existe grupinhos. Você acha as matérias muito fáceis porque é só apenas um resuminho do que você aprendeu no ensino médio. Você acha que 3 horas de viagem contando com ida e volta até a faculdade nem é assim tão cansativo, já que aquele caminho é só apenas uma novidade. Mas com o tempo, tudo isso começa a ser tudo menos fácil! 
      Com o tempo os grupinhos vão se formando e você fica perdido sem saber com quem você vai ficar. Já perdi a conta de quantos grupinhos eu já entrei. Grupos em que até foi um alívio em ter saído e outros que deixaram saudades e arrependimento. E isso é só um começo. Com o tempo, aqueles resuminhos do ensino médio começam a se tornar novas matérias e isso começa a assustar! Entra matérias que você nunca teve na sua vida, como por exemplo, Anatomia. Anatomia que inicialmente era a matéria que todos temiam, no 4º semestre, você fica com saudades dela, pois começa a entrar várias outras bem piores, como por exemplo Farmacologia. Como se isso já não bastasse, no 1º semestre aquelas 3 horas de viagem de ida e volta que tudo era novidade, no 4º semestre começam a ser as piores horas do dia. São aquelas horas que você além de já estar cansado, você ainda tem que enfrentar uma longa viagem todos os dias e não aguentar mais olhar as mesmas paisagens! Ser universitária não é fácil.
      Em dois anos de faculdade aprendi que existem matérias que você vai amar e outras odiar, assim como professores. Aprendi que você vai sair da faculdade e muitos professores nunca irão saber o seu nome e muito menos lembrar de você. Aprendi que gravar as aulas ajudam na hora de estudar e até podem salvar nas provas. Aprendi que apontamentos durantes as aulas são importantíssimos! Que não basta só se basear pelos tópicos dos slides. Aprendi que união na classe não existe. Cada um é por si. E justamente por isso, aprendi que trabalho em grupo é a pior coisa no mundo. E já não basta trabalhos em grupo, tinha as provas em dupla! E até cardápios em dupla! Até hoje não entendo porque inventaram isso! Não sei e nunca saberei lidar com isso. É... Ser universitária não é fácil.
      Aprendi que existe muita competição de notas. Que sempre haverá um indivíduo que vai te perguntar quanto você tirou na prova e provavelmente vai torcer para que seja uma nota abaixo dele, mentira? Aprendi que a cada semestre a tendência é aumentar a carga de provas, trabalhos, seminários e relatórios. A tendência é sempre piorar! Aprendi que prefiro fazer mil vezes provas, do que fazer imensos trabalhos, seminários e relatórios. Mas, infelizmente não era isso o que acontecia! Aprendi que 24 horas é muito pouco tempo para tanta coisa! E que a única hora que eu tirava no dia para descansar, a única coisa que conseguia fazer era assistir um episódio de uma série e lanchar ao mesmo tempo! Ou então no final da noite com os abraços do meu amor onde se encontrava cansado também depois de um dia estressante de trabalho. Essas eram as melhores horas do meu dia. Mas depois voltava tudo ao mesmo... Estudar, estudar e estudar. Pagar para estudar! Ser universitária não é fácil.
      Aprendi que os únicos dias que estava livre, ou seja, fim de semana, eram nesses dias que tinha que correr atrás dos pontos para a atividade complementar. E lá ia eu a várias palestras, jornadas, simpósios e etc. E não só! Se não era isso, eram provas, trabalhos, seminários e relatórios para a semana seguinte. Era uma vez um fim de semana. Aprendi que é horrível carregar colegas nas costas e como se não bastasse, você nunca é agradecido por isso! É como se fosse a sua obrigação! Com certeza, essa foi a parte que mais me estressei durante esses dois anos de faculdade! E novamente digo, ser universitária não é fácil.
      Aprendi que Filosofia e Nutrição Materno-Infantil foram as melhores matérias que tive. Mas as aulas de Quartas-feiras eram as favoritas de todos os alunos, pois, eram as aulas de cozinhar! Aprendi que medir dobras cutâneas e fazer cardápios, não é assim tão fácil! Na verdade, não é NADA fácil! Aprendi que estudar um dia anterior da prova, as chances de você ir bem é de 1%. Aprendi que quando me sentia insegura, as minhas noites se tornavam um pesadelo. Sonhava que estava fazendo uma prova e não sabia de nada! Só comigo acontece isso? Que pesadelo! Ser universitária não é fácil.
      Contudo, aprendi que vida de faculdade não é moleza, pelo contrário, é estressante! Pensei desistir várias vezes e sei que não fui a única! Mas as vantagens de ser universitária são o que dão suporte para estar em pé até hoje nesse percurso extenso. Responsabilidade e conhecimento são as únicas vantagens de ser universitário! São poucas, mas são essas duas palavrinhas é que fazem toda a diferença!


terça-feira, 21 de abril de 2015

O nosso amor é assim...

      Olhos cor de caramelo. Boca larga e perfeita. Seus lábios densos e macios. Sorriso largo e branco. Risada contagiante. Um rosto delicado, porém masculino. Seu perfume é único. Sua sobrancelha é imperfeita, porém com o seu charme. Barba escura e sem por fazer. Um modelo de beleza.
      A cada beijo, um sonho onde você só deseja mais e mais. A cada abraço um conforto, uma segurança, um alívio...   É o homem mais lindo que já conheci, mas também o mais confuso. É indecifrável, oculto, talvez misterioso... Suas palavras são curtas e diretas. Os sentimentos são invisíveis. Um amor escondido. Uma paixão incompatível. Um dia doce, outro dia amargo. Um dia o amo, outro dia o odeio. Ambos impulsivos, impacientes e autoritários. Ambos se amam indescritivelmente.
      Ela mora no Brasil, ele em Portugal. Enfrentaram um enorme oceano. Amor a distância por 2 anos. Foi uma fase difícil. Contudo, ultrapassaram esse obstáculo. Agora juntos! Hoje, 3 anos e 11 meses de namoro.
      Gostos comuns e incomuns. Ambos adoram gatos. Ela começou a gostar de rock por causa dele. Ele começou a gostar de séries por causa dela. Planos comuns. Sonham com o seu futuro em Portugal ou quem sabe em Inglaterra. Sonham casar e ter um casal de filhos. Ver seus filhos a crescer. Envelhecer juntos...
      Apenas são mais um casal, com seus defeitos e qualidades. Lutando e acreditando num futuro juntos. Ignorando a opinião dos outros. A palavra ''desistir'' não existe no dicionário deles. O segredo é tentar. Mesmo que tudo dê errado, pelo menos tentaram! Lutar sim, desistir jamais! Assim é o amor. Nada se consegue fácil. Tudo tem que ser conquistado. Ter muita fé. Fé é acreditar que nada é impossível.
      A vida é assim... Complicada e por vezes confusa, mas qual seria a graça se tudo fosse fácil? O valor só se ganha pela perda, saudade e pela dificuldade da conquista. O nosso amor é assim...

''O tempo é que mostra o que realmente vale a pena, o tempo nos ensina a esperar, o tempo acaba com a dúvida.''

Escola, época de...

      Escola, época de conhecer pessoas novas, fazer várias amizades e muitas delas permanecerem até hoje. Época daquele nervosismo que dá no primeiro dia de aulas, o medo do desconhecido, da adaptação... Época que sem você perceber, você já tinha um grupo de amizade formado e, após isso vem os apelidos, nasce a confiança e a afinidade. Época em que você trocava de cards da novela Rebelde entre os colegas de classe e durante as aulas eram os imensos bilhetinhos. Rebelde e High School Musical eram a modinha do momento. Época de tirar fotos zuadas e postar no orkut com a legenda ''Forever''. Criar horários para quem tinha net discada e falar com os seus amigos em grupo no MSN, (sim, MSN!). Época de jogar verdade ou desafio ou então stop nas aulas em que um professor faltava. De matar aula da tarde programada e ir brincar na piscina de bolinhas no parque das crianças como se não houvesse o amanhã.
      Escola, época em que sua amiga te jogava contra o menino em que você estava gostando. De cada grupinho ter o seu ''cantinho'' no intervalo, o nosso por exemplo era perto da piscina. Ou, quando você tinha oportunidade, tentava se esconder do inspetor na sala escura atrás das cadeiras na hora do intervalo só para não sair da sala. Falar de meninos e novelas eram os nossos temas favoritos. E o lanche mais famoso do intervalo eram os salgadinhos lucky de queijo. Roubar lanche do amigo sem piedade era algo que acontecia frequentemente.
      Escola, época daquelas perguntas habituais como: ''Qual é a próxima aula?'', ''Quanto falta para acabar a aula'', ''Precisa anotar?'', ''Que dia é hoje?'' ou ''Eu bato e você fala''. Época em que você chegava na escola e jogava sua mochila sobre as mesas sem medir a força e abraçava seus amigos próximos. Época de desenhar florzinhas no cantinho da sua apostila nas aulas cansativas. Ou de fazer chifre e bigode nas imagens da apostila e dar muita risada com o resultado. Ler agenda e rabiscar os cadernos e apostila do seu amigo era muito legal! Ou roubar adesivo! Falar mal de professor então... 
      Escola, época de você não se preocupar que roupa vai usar (já que era uniforme). De passar frio por causa do ar condicionado e querer matar o indivíduo que pediu para ligar! Chegar em casa em poucos minutos e mesmo assim reclamava. De marcar para fazer trabalho em grupo e quando esse dia chegava o grupo mais brincava do que fazia! Estudar em cima da hora e depois ria para não chorar da nota negativa. Mas quando a nota era positiva, você ganhava o dia! O povo do fundão era o povo mais bagunceiro, mas era também o que dava a maior alegria na sala. E a felicidade de quando falhava a luz... Época em que todo mundo usava all star. E Hopi Hari eram os melhores passeios do ano.
      Escola, época de passar constrangimento nas aulas de Educação Sexual. E nas aulas de laboratório ficava desenhando no paint ou no site da Capricho. O susto da pilha de livros no último ano do ensino médio. Temer nos trabalhos de Literatura. Ir bem na matéria de Espanhol e ir mal em Física. O medo da professora de Biologia, porém ninguém esquece das músicas dessa matéria. Assim como ninguém esquece das fórmulas maliciosas de Física. Genética era aquela matéria que você amava ou odiava (não tinha meio termo). O pânico de apresentar trabalho. A tal ''carta para o futuro'' das aulas de Técnica de Redação. Café poético e aulas com filme eram as melhores aulas. 
      Escola, época de você presenciar a evolução dela. Entrar na escola com lousa de giz e sair com lousa digital. Sinal que foi substituído ao longo dos anos por músicas do momento. Ter desde sempre piscina na escola, mas a maioria só entrou pela primeira vez no último dia de aulas do último ano. Foram 7 anos que deixam saudades. Professores que você nunca esquece. Amizades que se foram e outras que permanecem. 
      Escola, época de que você era feliz e nem sabia...

Para ouvir: https://www.youtube.com/watch?v=kxLbNA6GHVw

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

15 de Maio de 2011 - Onde tudo começou!

      Ainda me lembro como tudo começou... Cega de amor, desiludida, sofrendo mais uma vez por amor. Você meu melhor amigo foi o meu apoio durante aquele ano. Me fazia rir quando tudo o que eu queria era chorar... Você meu melhor amigo, fizeste-me acreditar que eu não preciso de um corpo bonito para ser feliz, mas sim um maravilhoso coração. Você meu melhor amigo, fostes paciente comigo quando te ignorei imensas vezes, porém você nunca desistiu de mim. 
      Dois amores a distância. Dois fracassos. Você era apenas mais um, mas você não era o meu amor. Você era apenas o meu melhor amigo. Sim, era! Quando eu estava para desistir de amar a distância, você inocentemente apareceu na minha vida. Sem esperanças, você me pediu em namoro.  Por incrível que pareça, eu aceitei. Eu fui e sou a sua primeira namorada. E ele a minha primeira paixão. Você em Portugal (na minha terra natal), e eu no Brasil. 
     Dois anos que namoramos à distância. Um encontro por ano. Um encontro com duração de 1 mês. O nosso primeiro toque. O nosso primeiro beijo. Momentos únicos. Os melhores dias da minha vida, mas os piores também: a despedida, saudades, lágrimas, dor... DISTÂNCIA (mais uma vez).  E distantes, você juntou dinheiro para vir para morar no Brasil. Trabalhou naquilo que você odiava para estar comigo. Superação. E agora você está aqui à mais de um ano... E a distância se acabou.
      3 anos e 9 meses juntos. Tantos momentos que passamos. Histórias. Viagens. Fotografias. Parece uma eternidade! Mas tanta coisa mudou... 
O nosso vídeo ->
      


quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

Talvez o nosso fim seja não termos fim

" Talvez o nosso fim seja não termos fim. A gente vai acabar voltando um para os braços do outro, mas isso vai acontecer contáveis vezes e por motivos baseados em carência. Você vai me chamar para ir ao cinema e eu vou aceitar, mas vai ser só isso. Eu vou te chamar para ir almoçar e você vai aceitar, mas vai ser só isso. A gente vai dizer se amar, mas vai ser só isso. Vai ser sempre só e apenas e unicamente só isso. A gente vai se abraçar e sentir o calor que um passa para o outro e vai ouvir o outro falar as besteiras de sempre. A gente vai rir pra caramba e nos divertiremos como se nada tivesse acontecido. A gente vai esquecer o passado porque o que importará será o prazer de estarmos juntos novamente. A gente já esqueceu ou fingiu esquecer. Eu penso que não me afeta e você pensa o mesmo. Finjo que já nem me recordo das dores que me causou e das noites em claro. Finjo tanto e me deixo levar pela alegria instantânea , mas aí de repente vem aquela questão que leva em consideração aquelas coisas básicas do tipo onde foi que erramos. Erramos ao achar que daríamos certo. Até parece que eu mudaria meu jeito para me adaptar ao seu ou que você o fizesse. Até parece que nossas imperfeições se encaixariam assim como nos filmes. Isso não é uma música do Nickelback ou um filme de Hollywood. Isso é a vida. É o dizer que está tudo bem e é também o aprender a caminhar com as próprias pernas. ''

terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Apaixone-se ...



"Apaixone-se por alguém que te ame, que te assuma, te compreenda mesmo na loucura. Apaixone-se por alguém que te ajude, que te guie, que seja teu apoio, teu sonho bom. Que diga "Eu te amo!" com atitudes e não apenas com palavras. Apaixone-se por alguém que converse depois de uma briga, reconhecendo o erro e pedindo desculpas com o coração. Apaixone-se por alguém que sinta sua falta e precise de você sorrindo... ''

Para ouvir: http://www.youtube.com/watch?v=vIYF4kI2sJA

sábado, 17 de agosto de 2013

O sofrimento não tem preço



      2 anos e 3 meses e 2 dias. Justamente 2 anos. São exatamente quase 5 horas da manhã. No entanto, os meus olhos ardem, não sei se é de tanto chorar ou se é do sono. Talvez seja pelos dois motivos. Apenas mais uma noite de sofrimento. Sofrimento, será que essa é a palavra certa para eu descrever o que eu estou sentindo? Ou então decepção. Sinceramente não sei mais dizer o que sinto. Só sei que sinto um misto de sentimentos de sofrimento, decepção, raiva, insegurança, desconfiança... 
      Como podes ter feito isso tantas vezes? Desde o teu primeiro erro tu soubes-te que eu só daria mais uma chance e sempre foi assim, até eu perder o número de erros que cometes-te e eu a continuar a acreditar que seria a última vez. Como achas que eu me sinto agora? Deves de estar a achar que estou acostumada a sofrer e que novamente te vou dar outra chance. Mas agora a pouco um amigo me disse: '' Mas o problema é esse mesmo, não devias de estar acostumada querida '' É, realmente, eu não devia de estar acostumada a sofrer, portanto acredita, esta foi a última vez. ÚLTIMA VEZ!
      Neste momento os meus dedos são pressionados nas teclas com uma furiosa raiva, não acredito o como fostes ridículo e criança de me comprar com presentes, cartas, vídeos e enormes textos e não só! Chorou feito uma criança, chegou até a ajoelhar e olhar nos meus olhos e prometer que seria a última vez ou que iria mudar. Pois bem, saiba que o sofrimento não tem preço! 
      No último texto que escrevi neste blog eu finalizei dizendo a seguinte frase: '' Faça valer a pena essa minha última tentativa.''. E o que fizes-te? Acho que não preciso de responder. Será que a nossa relação foi sempre uma farsa? Será que nunca tentas-te mudar? Será que brincas-te com os meus sentimentos? Será que me amas? Será que já não chega de eu ter dúvidas em relação a isso tudo? Será? Eu estou cansada e sem forças de continuar. Dói demais dizer adeus mesmo sabendo que vou ter que me cruzar contigo em casa. Mas talvez o ódio seja o melhor remédio para o esquecimento. E é assim que finalizo este pequeno texto. Nunca pensei que nossa relação fosse acabar desse jeito. Com ódio! Mas infelizmente só te tenho a dizer uma coisa: Fostes tu que escolhes-tes isto. Peço desculpa pela minha frieza, mas acho que isto é o mínimo que mereces!

''Sometimes goodbye is a second chance''